O duo sueco Koop – com o auxílio inestimável de Ane Brun no vocal -, ao lançar “Koop Island Blues”, uma faixa de imensa elegância, fez por bem encomendar um vídeo que fizesse jus a atmosfera cheia de classe e brilho da canção. No vídeo dirigido, por JF Julian, somos expostos à rotina de uma garota de programa, que quando não se joga nas ruas de Paris para ganhar dinheiro com o esforço do sexo prostra-se, fumando ou em intermináveis e ociosas lamentações no seu apartamento – cuja decoração é mais marcada por garrafas de bebida do que por mobília. Apesar da estilização extrema do vídeo, cuja fotografia e enquadramentos da câmera são seus pontos mais altos, e apesar da igualmente bela música do Koop, o encaminhamento da história, bem como o seu desfecho, deixam no clipe aquele gosto de “como ser uma prosti chique, mesmo que no fim você acabe tão na sarjeta quanto a Rê Bordosa”. Delicioso – inevitável colocar logo a música no iPod e sair andando sem rumo pelo centro da cidade, fingindo-se tão elegantemente miserável quanto a protagonista do vídeo. Assiste no YouTube por este link ou baixe o vídeo usando este outro link. E se você gostou tanto da música quanto eu, use o link a seguir para baixar o mp3.
“Koop Island Blues”: http://www.badongo.com/file/5267964
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A holandesa Lolly Jane Blue nem tem o seu álbum de estréia finalizado ainda mais já deixou candidato a single e vídeo prontos para qualquer eventualidade. E logo que se termina de assistir ao clipe dirigido por Sil van der Woerd, que também está contribuindo com o disco ao lado de Mosan Tunes, fica-se com a impressão de que a cantora está com sérias pretensões de encarar a fila de Björk ou mesmo de uma Madonna com o modo “Bedtime Stories” ligado. O vídeo tem uma concepção visual impressionante e sofisticada, mas as vezes resvala em algum excesso de breguice, como na sequência “mamãe sou um híbrido de Marilyn Monroe e Princesa Léia flutuando no espaço”. Apesar de alguns exageros, que bem podiam ter sido enxugados, tanto música quanto clipe, na maior parte do tempo, despertam o interesse e enchem olhos e ouvidos.
Este curta metragem, ambientado em um mundo obscuro e sinistro, mostra Jojo, a trapezista que é a principal atração de um show de aberrações que toma lugar toda noite em um castelo soturno. Entre a imensa platéia, sedenta pelo desfile de bizarrices esta uma criatura que se faz presente apenas para admirar Jojo todas as noites. Talvez entendendo que a estrela do evento vive solitária e aprisionada, a criatura decide libertá-la, ao mesmo tempo que finalmente tenta aproximar-se de seu amor. No entanto, a paixão dos dois não passou despercebida pelo organizador da atração noturna e, assim, a fuga dos dois talvez tome rumos inesperados e drásticos.
Lembram da peça publicitária, a terceira e tão aguardada, que a Sony fez para promover a sua linha de TVs LCD, Bravia? Pois então, pouco depois de seu lançamento,
Neste curta-metragem de 1998, o ator Ewan McGregor surge em uma praia, caminhando à distância, em direção ao primeiro plano quando, de repente, estaca no meio do caminho. Curiosamente, o que ele encontra é um doce apetitoso, uma bomba, aparentemente de chocolate, cuidadosamente acomodada sobre o chão. Sozinho naquela imensidão, quem resistiria em dar uma bocada no jubiloso quitute? Pois é, mas como diz o ditado: a curiosidade matou o gato – se bem que, no caso desse curta-metragem, podia sar a gula.
Em mais um curta-metragem fenomenal de alunos da Supinfocom, a universidade francesa de animação digital, um espantalho que não espanta é julgado pelos seus iguais por sua amizade com um pássaro e, sendo considerado culpado, é jogado em uma cela para aguardar sua execução. Esplêndida fábula, com animação soberba e um argumento que chega a enganar o espectador apenas para, com ainda maior beleza, reafirmar que a amizade move o mundo. Assista