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Tag: reino unido

Sharleen Spiteri – Melody. [download: mp3]

Sharleen Spiteri - MelodyExuberantemente pop. Essa é a definição mais breve e exata do primeiro disco de Sharleen Spiteri, vocalista da banda escocesa Texas. Com o lançamento de Melody, temos mais uma cantora se embrenhando no filão do pop nostálgico que virou a nova e mais rentável aposta das gravadoras e produtores da música britânica. E, se por um lado temos a repetição de uma fórmula já garantida de sucesso, por outro ela é feita com uma competência que garantiu um bom punhado de faixas irresistíveis no álbum – algumas até flertando com outras vertentes do pop, igualmente nostálgicas.
“It Was You”, que abre o disco, é uma delas: recheada com orquestrações de metal e sopros luxuosos em um swingue acelarado, puxado pela bateria, Sharleen já começa sem pudor de ser confessional, exorcizando o fim de um relacionamento de 10 longos anos ao declarar na letra da canção que, se algo morreu dentro dela, foi aquele que a abandonou. “All the Times I Cried”, onde vemos Sharleen dando voz à uma mulher desiludida com a mudança de comportamento do seu companheiro, continua investindo nas melodias cobertas de metais e cordas pomposas, ainda que agora, devido aos acordes delicados no piano, que é solicitado pela melodia no contraponto reflexivo da música, o tom seja ligeiramente mais triste. Já em “Stop, I Don’t Love You Anymore” a música não sossega um minuto sequer, já começando com arranjo de metais a pleno vapor e bateria e guitarra de pontuações dramáticas nos primeiros segundos da canção.
E já que se trata de um disco calcado na música pop, não poderia faltar em Melody baladas de fazer fechar os olhinhos e ficar perdido em devaneios românticos, certo? Sharleen sabe disso, pois caprichou em duas das baladas presentes no disco. Em “I Wonder” ela não deixa barato, colocando pra trabalhar um coro gospel, teclado, guitarra, baixo e bateria, todos com a malemolência do soul, dando ainda robustez ao refrão com orquestração de cordas e com o seu próprio vocal, crispando em sentimento, para sonorizar as queixas de uma mulher que diz ao companheiro que a abandonou que ela não esquecerá o sofrimento que passou quando eles se encontrarem novamente. E “Françoise” não faz por menos, explorando uma outra tonalidade, menos grandiloquente e mais sutil: apesar de ter sido feita em homenagem à cantora Françoise Hardy, o sabor que a brandura da guitarra e a docilidade do piano deixam é o daquelas músicas delicadas e de atmosfera idílica que ganharam fama em romances do cinema italiano dos anos 60, algumas das mais notórias na voz de Gigliola Cinquetti.
Contudo, é a vibrante alegria de “Don’t Keep Me Waiting” que faz desta a melhor faixa do disco: desavergonhadamente pop, a melodia transborda, sem medo de ser feliz, num ritmo intoxicante para o corpo, onde tudo, o arranjo pulsante de metais e cordas, a vivacidade do piano, da bateria e principalmente dos vocais, faz da vontade de dançar o imperativo ao ouví-la já nos seus primeiros segundos – e, diga-se, é difícil resistir à este convite.
Melody é um disco sem segredos: melodias harmonicamente perfeitas nos seus momentos inspirados, feitas sem qualquer ambição que não fosse a de colar nos ouvidos o dia inteiro e fazer quem as ouve cantarolá-las descontraidamente à qualquer momento – mesmo nos mais impróprios. Não é um álbum pra entrar na sua lista de obssessões favoritas, mas apenas pra ficar lá, na sua estante ou no seu acervo de mp3, prontinho a qualquer hora pra ser desfrutado pelo que ele é, um disco com algumas boas canções pop, sem surpresas e sem rodeios.
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Beth Rowley – Little Dreamer (+ 1 faixa bônus). [download: mp3]

Beth Rowley - Little Dreamer
Little Dreamer, disco de estréia de Beth Rowley, inglesa de loiríssimos cabelos cacheados vistosos, tem faixas que enveredam por caminhos distintos, algumas vezes mesclando várias referências – há algo de soul e rhythm & blues, muito de blues com generosas doses do estilo gospel, algo de um pop nostálgico. Pra ser bem sincero, a maior parte dos gêneros musicais por ela explorados, isolados ou em combinação, normalmente não me inspira qualquer atenção, porém vez por outra o carisma do músico consegue transpor as limitações pessoais. E é com a graça e o charme que impõe à essa fusão de estilo em suas composições e covers que permeiam o disco que Beth consegue angariar a simpatia do ouvinte, mesmo que, aqui ou ali, cometa um resvalo qualquer no caminho – como é o caso da canção “So Sublime”, onde bateria, guitarra, piano e orgão, lacejadas pelo vocal afetuoso e adocidado de Beth, tentam resgatar o charme gostoso do inofensivo pop-setentista americano, mas conseguem mais é tecer uma melodia pop animadinha, mas um tanto quanto apagada e aborrecida.
Contudo, os acertos pagam o troco dos erros com uma folga considerável. O primeiro deles é a versão de de Beth para “Nobody’s Fault But Mine”, canção gravada por Nina Simone que ficou popular na regravação da banda Led Zeppelin: com guitarra, orgão, piano e bateria elegantemente tristes compondo o arranjo blues e um vocal inspirado da bela loirinha inglesa, a melodia, que já soava formosa, é cravejada de emoção com a participação de um coro gospel de andamento lento e consternado na metade final da música. Mais à frente, duas faixas sustentam os melhores momentos do álbum formando um conjunto pop requintado e delicioso: o single “Oh My Life”, abusa do sax que percorre toda a melodia sedutora da bateria, piano e guitarra, com direito até à um solo na ponte sonora, além do vocal da garota, que se mostra potente na canção, e não muito depois a faixa “You Never Called” recorre à semelhante companhia, criando uma cadência bem arranjada entre piano e bateria, com a inserção discreta mas importante de alguns acordes de guitarra e orgão, além de apresentar ainda o mesmo sax em participação ocasional e bem-vinda no refrão da canção. Por sua vez, as faixas “Almost Persuaded” e “When The Rains Came” garantem ao gospel a sua parte no que de melhor há em Little Dreamer: a primeira com uma música que explora a emoção fazendo uso unicamente de piano e vocais, com alguns suspiros do orgão ao fundo, enquanto a segunda puxa a influência para a atmosfera típica de um hino religioso com as clássicas e irresistíveis palmas e o orgão indefectível de toques expansivos e alegres. E são três covers que, cada um ao seu modo, na cadência certeira do pop, soam marcantes no ouvido de quem aprecia a estréia de Beth: o dueto de Beth com Peter Wilson, conhecido pelo pseudônimo Duke Special, em “Angel Flying Too Close”, preenche os ouvidos com uma melodia delicada e terna, feita de toques cálidos na guitarra, orgão e vibraphone, além de sopros graves mas suaves e do vocal intensamente sensível de ambos os artistas; o cover de “I Shall Be Released”, de autoria de Bob Dylan, tempera a melodia plácida com um pouco de reggae de cadência charmosa e animada; e a faixa bônus, uma revisão de “Be My Baby”, clássico dos anos 60, suaviza os contornos pop da canção preservando a sua doçura ao focar-se apenas no vocal de Beth e seu coro de apoio e em um discreto contrabaixo manejado com parcimônia.
Deve-se lembrar que é um terreno minado e difícil este em que Beth Rowley se embrenhou: a garota é boa e sua música seduz, mas ainda que explore campos mais vastos e diversos, inevitavelmente esta sua sonoridade trafega pelo estilo de Amy Winehouse e suas inúmeras contrapartidas, estilo este que já virou moeda corrente no mundinho da música e, assim, vai ser bem pouco provável que seu nome se torne realmente popular dentre as ínúmeras aspirantes à mais nova estrela em um terreno que já virou lugar comum. Paradoxalmente, é justamente por ser uma aspirante que seu trabalho soa mais fresco e interessante do que aquele que já foi ostensivamente laureado por crítica e público.
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Portishead – Third. [download: mp3]

Portishead - ThirdDepois de um longo hiato de dez anos, a mais emblemática banda de trip-hop, o Portishead, retoma a sua carreira lançando o seu terceiro disco de estúdio, apropriadamente entitulado Third. O disco, que vazou na web no início deste mês, tem sido avaliado pelos fãs como fruto de um Portishead bem mais experimental, cujas letras e melodias soam menos melancólicas e sofridas do que nos dois álbuns anteriormente lançados. Depois de ter cautelosamente apreciado o disco um número razoável de vezes, posso afirmar com toda a tranquilidade que esta não é a minha impressão de Third. Canções como “Plastic”, programada sobre um loop em que bateria e demais ruídos apresentam um crescendo breve e firme e finalizado por uma bateria esmurrada de modo esquizofrênico, e “Threads”, que sustenta, ao fundo, uma nota aguda de violinos do início ao fim, apresentando também uma bateria e baixo que alternam uma cadência exausta com outra que, no refrão, transforma a exaustão em vigorosa ira, ajudam a desfazer tal impressão, pois trazem as mesmas letras um tanto depressivas, a mesma morbidez obscura e o mesmo vocal amargurado que os fãs da banda já mapearam, nos seus mínimos detalhes, nos dois registros anteriores da banda. Mas há sim alguns elementos novos neste Portishead dez anos envelhecido.
A diferença que se mostra mais visível no primeiro contato com o disco é a influência do trabalho mais famoso da vocalista Beth Gibbons fora do Portishead, lançado na exata metade do hiato da carreira da banda: “Deep Water”, com seu banjo country-folk, seu coro de tom grave, porém de tonalidade doce e plácida, e “The Rip”, que na sua metade inicial baseia sua melodia em um violão gentilíssimo, acompanhado por um vocal distante, algo atemporal, tem os traços inconfundíveis do folk sereno e nostálgico de “Out of Season”, parceira de Beth Gibbons com Paul Webb.
Mas é só depois de algumas apreciações mais atentas que o elemento distintivo que foi classificado como “experimentalismo” pelos que se apressaram a comentar o disco mostra contornos mais definidos: de algum modo, a essência sonora de algumas canções compostas pelo Portishead em Third tem bem menos densidade do que aquela presente em Dummy, disco de 1994, e em Portishead, de 1997. Em faixas como “Machine Gun” e “We Carry On” prevalece uma programação que focaliza-se em uma gama menor de fontes sonoras, que tende a trabalhá-lhas em samplers e loops de variação menor, mais curta e mais repetitiva, o que acaba por produzir uma monotonia melódica um tanto cansativa, algo um tanto distante das bases mais elaboradas, estudadas, rebuscadas e de instrumental mais moderadamente variado das composições dos dois primeiros discos – e ambas as canções só se sustentam mesmo pela interferência de programações adicionais: na primeira, pela introdução ocasional de uma programação com uma guitarra de riffs matadores e uma bateria mais encorpada e sólida; na segunda, pela sintetização mais intensa que surge sobre a base seca e suja, bem no minuto final da faixa. No entanto, em uma música esta abordagem mostrou que pode mesmo resultar em algo que agrade mais os sentidos: a base sonora de “Nylon Smile” tem mais apelo aos ouvidos, produzindo uma cadência hipnótica e homogênea, parceira ideal dos acordes leves, lentos e esporádicos da guitarra e das vocalizações macias, levemente sensuais de Gibbons no fundo da melodia.
Apesar de um ou outro equívoco na concepção de algumas faixas, Third tem músicas suficientemente boas para recolocar o Portishead no mundo da música, um lugar bem diferente daquele em que a banda lançou o seu segundo e, até então, último álbum de inéditas. Nesta realidade que se apresenta, na qual bandas modestas, muitas vezes quase “caseiras”, ganham notoriedade cada vez mais rapidamente, mesmo bandas consagradas como o Portishead, um ícone incontestável do estilo que ocupa, tem que mostrar serviço e um interesse sincero pelo seu público e pelo seu próprio trabalho. Afinal de contas, há sempre o risco – hoje mais do que nunca – de ser colocado em segundo plano até mesmo pelos fãs mais fiéis, seduzidos por artistas um tanto mais prolíficos e menos displicentes com sua produção musical.
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Goldfrapp – Seventh Tree. [download: mp3]

Goldfrapp - Seventh TreeDepois de dois álbuns que deitaram, rolaram e esquadrinharam tudo o que possa ser imaginado dentro dos domínios do electro-pop e glam, o duo britânico Goldfrapp fez o que seria mais sensato e mais natural no seu futuro novo disco, Seventh Tree: Alison e Will voltaram sua atenção ao passado, revisitando parte da fabulosa sonoridade esquecida do primeiro disco, Felt Mountain, tentando atualiza-la e fundi-la com toda a experiência recente dos dois últimos lançamentos, Black Cherry e Supernature. Assim, este quarto disco possui uma identidade híbrida, já que em algumas faixas, como “Clowns” – um folk com vocal ininteligível e violões e orquestração de cordas de um frescor campestre -, “Eat Yourself” – que igualmente se baseia em violão e cordas, o primeiro trajado em doçura e nostalgia, as últimas vestidas em elegância e placidez, além da inserção ocasional de esparsos acordes de guitarra e de apresentar vocais sutilmente amargurados – e “Cologne Cerrone Houdini” – cuja música é feita de baixo e bateria de toques espaçosos ao fundo enquanto cintilações da programação eletrônica saltitam aqui e ali e violinos curtos e agudos pontuam a melodia -, a dupla ocupa-se em emular a sonoridade por vezes obscura, em outras coruscante, do álbum de estréia, enquanto em outras – como se pode conferir claramente na música luminosa de “Caravan Girl”, com samplers de pratos resplandecentes, piano e baixo de toques galopantes, bateria de ritmo firme e sintetizações brilhantes e em “Happiness”, com bateria, baixo e sampler de sax em compasso conjunto e bem marcado, pinceladas de samplers e sintetizações frugais e vocais doces e macios – o vigor pop e eletrônico dos dois discos anteriores é retomado de modo bem menos selvagem e subto, com ambiência muito mais pop do que eletrônica. A única faixa do disco que soa estranha àquilo que os fãs do Goldfrapp já viram a dupla fazer até hoje é “A&E”, devido à sua melodia mais tradicional, onde violões, bateria, programação no teclado sutil e mesmo o vocal sensível trabalham de forma a construir uma música que surpreende pela sua linearidade, de um pop simples e direto como dificilmente pensaríamos Goldfrapp se dar ao prazer de fazer um dia – pense em algo como Dido e você vai entender mais ou menos o que eu quero dizer.
Seventh Tree funciona muito bem, seja como um disco que suaviza os contornos da parafernália sexy e explosiva de Black Cherry e Supernature, seja como uma tentativa de tornar mais comercial a fabulosa idiossincrasia sonora obscura de Felt Mountain – é um mergulho da dupla em oceanos mais tranquilos, menos quentes do que recentemente foi feito, menos profundo e introspectivo do que antes fora.

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P.S: Agradeço ao pelo toque!

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“Contraponto”, de Terry Gilliam. [download: filme]

TidelandJeliza-Rose é uma garotinha tão estranha que, sem o menor pudor, auxilio o seu pai no consumo de drogas. Tão logo sua mãe, igualmente viciada, morre por conta de uma overdose, ela acompanha seu pai na viajem à “Jutilândia”, tão prometida por ele diversas vezes, tendo como primeira parada a casa abandonada de seu avó, jogada em meio à uma paisagem vasta e rústica que alimenta ainda mais a já fantasiosa mente de Jeliza.
“Contraponto”, baseado no livro de Mitch Cullin, tem o mérito de figurar como um dos piores, se não o pior, longa-metragem de toda a filmografia do diretor Terry Gilliam. Seus problemas são unicamente dois, e um derivado do outro – personagens e roteiro -, mas a intensidade deles é tamanha que mais nada dentro da concepção do filme consegue cativar suficientemente o espectador para que uma avaliação minimanente positiva dele seja feita. A lógica da problemática é bem simples de se entender: se os protagonistas do filme – um rockeiro fracassado e viciado cujo momento de maior proximidade com sua filha é quando pede para esta que a ajude a preparar sua dose diária do heroína; uma taxidermista com fobia de abelhas tanto quanto de pessoas, e que só vê como possível estabelecer relações com estas depois de mortas e devidamente empalhadas; seu irmão com problemas mentais, perdido em ilusões marítimas e ambições um tanto quando destrutivas e, finalmente, a gatorinha Jeliza-Rose, que passa seus dias inundando-se em fantasias com as quais cresceu sempre acostumada a confundir com a realidade – falham em despertar a menor dose de simpatia no público, a estória que os envolve, se já não parece interessante – pois apenas retrata as ilusões da garotinha, sozinha na casa abandonada de sua vó e em contato com gente desprovida de qualquer interesse em estabelecer comunicação com a realidade -, tem essa feição ampliada ainda mais pela falta de empatia dos personagens, tornando-se um verdadeiro teste de paciência cinematrográfico. Visto que estes dois aspectos são a base da formação de qualquer bom filme de ficção, fica difícil elogiar qualquer outro componente ou característica de “Contraponto” – mesmo que eles tenham algum vago caráter de qualidade, sua importância frente à dos personagens e do roteiro é consideravelmente menor.
Mas Terry Gilliam é assim mesmo, um homem de extremos: quando o diretor britânico, ex-integrante do grupo Monty Python, acerta a mão, geralmente ele o faz de maneira sublime – como em “O Pescador de Ilusões” e “12 Macacos” -, mas quando ele erra, ele o faz em igual medida, cavando fundo a cova do seu próprio filme. Se ele continuar acertando uma vez a cada dois equívocos, já vale o serviço prestado ao cinema – e como “Contraponto” é o seu segundo equívoco seguido, vamos torcer para que o próximo seja um acerto realmente compensador.

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legendas disponíveis (português) [via legendas.tv]:
http://legendas.tv/info.php?d=efac97a6de1656fd4613016b773b5be1&c=1

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Coco Electrik – Army Behind the Sun. [download: mp3]

Coco Electrik - Army Behind The SunO duo de electro-pop britânico Goldfrapp tem há pouco mais de um ano a companhia de Coco Electrik, uma banda novata disposta a tomar um pouco do espaço da dupla no campo dos sons cheios de glamour e gingado. Apesar de muitas vezes faltar à Coco – cujo nome verdadeiro é Anne Booty – um bocado da inventividade e charme que Alison Goldfrapp e Willl Gregory tem a esbanjar, ela e seus companheiros de trabalho conseguem, em alguns momentos, compor faixas de ambiëncia deliciosa e sinceramente irresistível em seu álbum de estréia, Army Behind the Sun. E para primeiro single do disco, Coco escolheu o cover dançantemente nostálgico que fez de “Sex Shooter”, canção famosa do filme “Purple Rain”, de Prince. A versão de Coco apela para seu vocal sexy e petulante, com fartas doses de loops de palminhas, frugalidades eletrônicas inundando o refrão e sampler de baixo e beat eletrônico guiando o ritmo libidinoso da música. A faixa seguinte, “Paint It Red”, investe em uma sonoridade mais doce, fazendo melhor proveito da melodia com assobios e com o uso certeiro de alguns acordes sampleados de guitarra e de baixo, que acolchoam a melodia e amaciam o tecido para a entrada do registro vocal um tantinho mais agudo de Coco. Em “Dance To Cash”, Coco investe, com a ajuda de sua banda, em uma sonoridade muito mais encorpada, intencionalmente suja por várias camadas de riffs transbordantes de guitarra, que duela com a pressão do beat eletrônico e do vocal multiplicado e repleto de soberba de Anne Booty – soa próximo das faixas mais esquizofrênicas de Shirley Manson e seu Garbage. Mas a mistura electro-pop administrada em todo o disco por Anne Booty e seus comparsas atingem refinamento máximo mesmo é na combinação de batida eletrônica seca e chicoteante e baixo de acordes graves e sensuais que inunda o fundo de “Pussyfooter”, faixa recheada ainda por samplers e loops que fazem cintilar a melodia. Depois de se lambuzar inteira no pop e no disco, com pitadas de glam rock, a banda ainda faz por bem experimentar um bocado com vocais dissonantes, samplers e distorções das mais diversas na penúltima faixa, “Fall Into My Party”, criando um todo caótico bem à moda do que faz o Planningtorock.
Army Behind the Sun, ainda que soluce por conta de alguns equívocos e chatices em uma ou outra música, reserva alguns momentos realmente deliciosos com faixas que invadem qualquer ambiente com fartas doses de luxúria e hedonismo descompromissados – Anne tem que polir em boa medida muito do que fez em algumas das melodias que compõe, mas já consegue dar uma idéia, neste álbum de estréia, de quantos coelhos dançantes podem ser tirados de sua cartola.

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005