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Tag: rock

Placebo – Sleeping with Ghosts [download: mp3]

placebo - sleeping with ghosts (2003)

Não me eximo der comentar que sou um dos que teve a sorte de desfrutar de uma apresentação ao vivo de Placebo, que supreendentemente ocorreu aqui em Florianópolis, no ano passado. Outra oportunidade como essa, aqui na cidade onde moro, será difícil.
A turnê em questão, da qual fazia parte a apresentação na minha cidade, ainda era a que promove o mais recente álbum da banda, Sleeping with Ghosts. Se comparado aos álbuns anteriores da banda, Sleeping with Ghosts nos sugere levemente que a banda está mais solta: suas melodias punk-rock já conseguem conviver com sutis experimentações mais eletrônicas, como é o casa da animadíssima faixa 2 do álbum,“English Summer Rain”, na qual Brian anuncia os aspectos imutáveis de sua sisuda terra-natal, a Inglaterra, usando como analogia a famosa e onipresente chuva britânica. Também pode entrar nessa classificação “Something Rotten”, que apesar do inconfundível estilo da banda se apresentar bastante claro, percebe-se algo de bjorkiano na atmosfera eletrônica-inusitada da faixa em questão.
Como de praxe, há os irresistíveis singles, especialidade de uma banda que consegue muito bem mesclar sua formidável habilidade comercial à uma criatividade impressionante. “Bitter End”, primeiro single lançado do disco, tem insistentes e deliciosos riffs de guitarra aliados à uma bateria precisa. Outro single seria “Special Needs”, que possui intro nostálgica que alia um baixo certeiro à acordes nostálgicos de piano. É a melodia certa para uma música que trata de um passado recente, mas que não deixa nunca de se configurar como irrecuperável.
E não vamos esquecer que o Placebo, mesmo que mais conhecido pelas sua canções cheias de energia, ainda tem o mérito de compor faixas de uma leveza tocante, o que faz a banda assemelhar-se muito à outra, já extinta, o Smashing Pumpkins. A faixa que fecha o disco, “Centrefolds”, é uma das composições mais belas já feitas pela banda, com letras de uma passionalidade afetiva capaz de levar qualquer um às lágrimas.
E se você está animado com a possibilidade de ouvir este que é o último álbum da banda, saiba ainda que o Placebo já anunciou um novo álbum, ainda sem título, com lançamento previsto para 13 de março de 2006. Uma notícia fantástica para deixar qualquer fã de boa música menos irritado com as inevitáveis decepções de cada ano novo.

Baixe: Placebo – Sleeping with Ghosts [mp3]

Ouça:

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The Cardigans – Long Gone Before Daylight. [download: mp3]

The Cardigans - Long Gone Before DaylightLong Gone Before Daylight, álbum lançado pela banda The Cardigans em 2003, é um disco gestado sem pressa e com cautela. Ao menos é essa a sensação que se obtém depois de ouvi-lo por completo. Suas canções tem um tecimento pop tão cuidadoso e requintado que o ouvinte sente vontade de acompanhar o canto sutilmente intenso – e muitas vezes triste e sofrido – de Nina Persson em todas as faixas do disco. Composto por melodias primordialmente acústicas, é o avesso absoluto do álbum anterior da banda, Gran Turismo. A grandiloquência eletro-rock é substituída por melodias essencialmente delicadas e precisas, como a da faixa “You’re the Storm”. Em “Communication”, Nina Persson fala, com voz nostálgica, sobre um romance cujos amantes indecisos não conseguem expor suficientemente seus sentimentos. Em “And then you kissed me” – que possui uma segunda parte no novo álbum lançado ano passado – temos o lamento de uma mulher que alimenta um amor que a assusta, mas do qual não consegue se afastar. A letra do delicioso single “For what is worth” é bastante precisa ao retratar a euforia quase adolescente de alguém que se descobre apaixonado. Faixas como essas – e todas as outras faixas belíssimas do disco – mostram que se o mundo da música pop está infestado de bandas e artistas cuja música soa fútil e ordinária, a saída mais fácil é mesmo culpar as gravadoras e seus executivos. No entanto, quem disse que isso seria mesmo a verdade? Aí está The Cardigans que, com sua música pop sofisticada e apurada, prova que a descartabilidade musical hoje pode mesmo ser uma opção preguiçosa de seus profissionais. Confira com seus próprios ouvidos e baixe o álbum completo agora.

http://rapidshare.de/files/9967163/LGBD.rar

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The White Stripes – Elephant. [download: mp3]

The White Stripes - Elephant“Seven Nation Army”, música que abre o disco da dupla do rock alternativo americano, é realmente uma das canções que mais dignamente receberia a nomenclatura “rock” nos últimos tempos. No entanto, tirando essa e mais algumas poucas faixas, não há nada que interesse mais tanto no disco. Como se trata de uma dupla, e ninguém mais, o som produzido por eles fica reduzido ao que uma bateria e uma guitarra podem fazer, com alguns pianinhos esparos e uma ou outra coisa. Tudo bem que muita gente defenda o abandono dos ruídos eletrônicos em detrimento do retorno ao som mais básico do rock, vislumbrando nostalgicamente que a qualidade possa ser algum dia a regra e não a exceção no mundo da música. Porém, depois de ter contato com o trabalho da dupla tenho certeza que tal atitude não resultaria no efeito esperado, já que os dois barbarizam ainda mais o conceito, reduzindo o rock a apenas dois instrumentos. Tomando isso como preceito para construir toda a arquitetura melódica de um álbum não há como escapar de um infeliz empobrecimento sonora. Resultado: depois de ouvir as primeiras cinco faixas o interesse vai ficando cada vez mais reduzido, já que o som da dupla fica tão igual de uma canção para a outra, com uma sonoridade demasiadamente seca. Sinceramente, se é assim que acham que deve ser a nova “revolução” do rock eu espero que essa revolução nunca aconteça, porque ela seria a mais chata da história. Se você está cogitando a possibilidade de comprar o CD da dupla, pense nisso: baixe as faixas em mp3 e escute apenas aquilo que interessar de fato. Links para download depois da lista de faixas.

http://rapidshare.de/files/8902046/E_-_WS.zip.html

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Muse – Absolution. [download: mp3]

Muse - AbsolutionMinha predileção e absoluta adoração por Tori Amos fazia-me crêer que nunca encontraria um equivalente no solo masculino para idolatria. Demorou, mas achei Rufus Wainwright, que obteve em mim o mesmo efeito de paixão instantânea ouvindo apenas uma música. Ainda assim não acha que encontraria uma banda que idolatraria, já que sempre fui um pouco ruim para bandas. E enquanto isso meu lado pop se apaixonava lentamente cada vez mais pelo The Cardigans, assim como aconteceu com Björk, um amor que nasceu sofrido e devagar. Com o lançamento de Super Extra Gravity, a paixão concretizou-se completamente e agora, para mim, The Cardigans figura como a melhor banda da música pop do mundo. E só para provar que eu estava muito errado, pouco antes de ter a idéia de fazer este blog este ano, encontrei o Muse. E tudo ocorreu da mesma forma que ocorreu com Tori Amos e Rufus Wainwright. Foi instantâneo. Até algumas semanas atrás minha personalidade e gostos arredios teimavam em recusar-se a elevar Muse ao topo máximo da minha idolatria. Não deu certo. Eles venceram. Para minha sorte, claro.
Muse é, na minha opinião, a melhor banda de rock da atualidade. Todas, absolutamente todas as outras ficam bem abaixo do trio britânico. No álbum anterior, Origin of Symmetry, a banda mostrou o quanto pode construir uma sonoridade rock enérgica, sem apelações mas guardando ainda em si o necessário apelo comercial. Em Absolution, seu álbum mais recente, a banda compõe um maior número de canções mais calmas e suaves, mas ainda mostra músicas que tem a capacidade de ser singles poderosos, como a arrasadora “Hysteria”, uma canção que retrata um amor passional e como diz o título, histérico e “Stockholm Syndrome”, cheia de amargura, soa estranha a primeira audição, mas explode em riffs de guitarra irresistíveis até para uma pessoa como eu que, até então, não tinha qualquer atração por intros ou solos desse tipo. Tirando tudo isso, ainda temos a canção que abre o disco, “Intro” , que reproduz uma marcha militar que finaliza com gritos de reverência que remetem o ouvinte, intencionalmente, as celebrações nazistas em homenagem à Hitler. E isso serve apenas de abertura para a canção “Apocalypse, Please”, que é de chorar de tão linda e poderosa. Os acordes no piano são tão fortes que não há como não imaginar – tendo em conjunto o nome de música e a genial imagem da capa do disco – uma horda de anjos e uma orgia de desastres em um bíblico dia do juízo final. Arrepia os pelos do corpo inteiro ao ouvir. É só se jogar de um prédio de 40 andares pra complementar o efeito da canção.

[music]rapidshare.com/files/279595788/muse_-_absolution.zip[/music]

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The Cardigans – Super Extra Gravity. [download: mp3]

The Cardigans - Super Extra Gravity

The Cardigans - Super Extra GravityEm Long Gone Before Daylight a banda The Cardigans primou pelo simples e por melodias visceralmente acústicas, algo substancialmente diferente do trabalho anterior da banda, o disco Gran Turismo. O álbum surpreendeu e agradou os fãs, angariando ainda tantos outros pelo caminho. Agora, em 2005, a banda retorna com Super Extra Gravity, um álbum que é pomposo não apenas no título. As melodias e letras estão ainda mais cativantes que em Long Gone Before Daylight e conseguem de imediato, já no primeiro contato com o ouvinte, impor-se como um dos melhores (se não o melhor) da banda. Assumidamente pop, mas verdejando por um rock deliciosamente bem engendrado, o disco traz hits imediatos como “GodSpell”, no qual a banda arrisca, pela primeira vez, com letras que criticam a intolerância religiosa, a tocante e poderosa “Losing a friend”, na qual Nina Persson se entrega num canto emotivo sem medo num crescendo espetacular e repleto de momentos de quietude, o bárbaro single “I need some fine wine and you, you need to be nicer”, que compara o bem-amado à um cachorrinho bem-treinado, e a irresístível “Holy Love” , desde já candidata virtual á um videoclipe glamouroso. A banda ousou tanto que chegou ao ponto de reconstruir uma música do álbum anterior, “And then you kissed me (Part 2)”. E ficou ainda melhor que a versão anterior, iniciando ainda revestida pelo estilo do álbum anterior, mas logo encorpando-a totalmente pela melodia poderosa do novo disco, cheia de uma angústia definitiva e desintegradora: bateria, teclados, guitarras e baixos ritmadíssimos acompanhando a voz sofrida de Nina. um disco desde já antológico e obrigatório. Coroando a produção, o encarte do disco tem fotos que são, com o perdão do termo exacerbadamente gay, um desbunde!
Não fica por aqui. Segue abaixo, logo depois da lista de faixas, os link de um diretório com o álbum completo para download. Aproveite!

http://sparklehorse.ru/soundlike/The%20Cardigans%20-%20Super%20Extra%20Gravity%20(Advance)/

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The Cardigans – First Band on the Moon. [download: mp3]

The Cardigans - First Band On The Moon

The Cardigans - First Band On The MoonNo dia 14 de Outubro a banda européia The Cardigans vai lançar seu novo álbum, Super Extra Gravity, que sucede o surpreendentemente acústico Long Gone Before Daylight. E apesar de não ser o meu preferido, o disco First Band on the Moon é muito gostoso de ouvir. É difícil ficar impassivelmente imóvel ao ouvir canções como “Been it” e “Lovefool” . O disco ainda preserva traços do clima retrô-anos-60 de Life, mas já pisa nos anos 90 com vontade. Neste álbum a banda continua demonstrando que não tem medo de ser assumidamente pop, e faz um pop-rock de categoria e qualidade com boas doses de inovação. É justamente essa inovação, e a inquietação da banda com a sua trajetória musical (a banda já declarou que não gosta de fazer mais de um disco com a mesma sonoridade), que fazem do The Cardigans a banda pop mais importante do mundo da música. Segue, abaixo, os links para download das canções em formato mp3 do disco First Band on the Moon.

1. Your new cuckoo
2. Been it
3. Heartbreaker
4. Happy Meal II
5. Never Recover
6. Step on me
7. Lovefool
8. Losers
9. Iron Man
10. Great divide
11. Choke

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005